<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Núcleo TRAMAS &#187; GEDMMA</title>
	<atom:link href="http://www.tramas.ufc.br/?feed=rss2&#038;tag=gedmma" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.tramas.ufc.br</link>
	<description>Temos como foco as inter-relações entre Produção, Trabalho, Ambiente e Saúde, abordadas numa perspectiva crítica no contexto da civilização do capital, especialmente em suas formas de expressão no Nordeste do Brasil, no Ceará.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Feb 2025 20:15:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.6.1</generator>
		<item>
		<title>Nota de apoio da Rede Brasileira do Justiça Ambiental ao GEDMMA-UFMA</title>
		<link>http://www.tramas.ufc.br/?p=810</link>
		<comments>http://www.tramas.ufc.br/?p=810#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2017 19:10:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[GEDMMA]]></category>
		<category><![CDATA[Matopiba]]></category>
		<category><![CDATA[RBJA]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.tramas.ufc.br/?p=810</guid>
		<description><![CDATA[O Grupo de Estudos em Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) da Universidade Federal do Maranhão vem sofrendo acusações e ameaças em decorrência de sua atuação em pesquisas e trabalhos de extensão junto às comunidades da Reserva Extrativista Tauá Mirim (MA). A defesa dos bens comuns e do modo de vida de comunidades que lutam [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/Apoio_face-GEDMMA.jpg"><img class="size-medium wp-image-811 alignleft" alt="Apoio_face GEDMMA" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/Apoio_face-GEDMMA-300x211.jpg" width="300" height="211" /></a>O Grupo de Estudos em Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA) da Universidade Federal do Maranhão vem sofrendo acusações e ameaças em decorrência de sua atuação em pesquisas e trabalhos de extensão junto às comunidades da Reserva Extrativista Tauá Mirim (MA). A defesa dos bens comuns e do modo de vida de comunidades que lutam para impedir as interferências provocadas pela expansão da cadeia do agronegócio na área denominada MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) tem incomodado agentes econômicos. No entanto, a Rede Brasileira de Justiça Ambiental reafirma a relevância acadêmica e social do GEDMMA, como um de seus membros, e se solidariza com seus pesquisadores e pesquisadoras na luta por justiça ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nota Pública da RBJA</strong></p>
<p>Nós – comunidades, associações, movimentos, organizações, pesquisadores e pesquisadoras que integramos a Rede Brasileira de Justiça Ambiental &#8211; RBJA – viemos nos solidarizar com o Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA), da Universidade Federal do Maranhão, e denunciar as ameaças e calúnias anônimas que este grupo sofreu no último dia 31 de janeiro.<br />
O GEDMMA vem realizando há muitos anos, com competência e seriedade, pesquisas e trabalhos de extensão junto às comunidades que auto demarcaram a Reserva Extrativista Tauá Mirim para defender seus territórios de vida em comum. Entretanto, quer se condenar a zona rural do município de São Luís do Maranhão, especificamente a Comunidade Cajueiro, que tem parte de seu território localizado na Resex, com ameaças de remoção para dar lugar a mais um porto. Conforme ficou evidenciado por uma série de pesquisas ali realizadas, trata-se do ponto de chegada de uma perversa cadeia de expansão do agronegócio, que articula a plantação de grãos e de eucalipto (especialmente para produção de pellets e pasta de celulose) para exportação no amplo cerrado que se estende pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, formando o denominado MATOPIBA. Tal projeto prevê que desse porto embarcariam nossas riquezas, ao custo de comprometer séculos de história e culturas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais.</p>
<p>Para construção do porto, a WTorre, gigante do mercado imobiliário e com vários de seus negócios sendo alvo de investigação pela Operação Lavajato, constituiu a empresa WPR que vem cometendo inúmeras irregularidades, já denunciadas na justiça, na tentativa de impor aos moradores da comunidade Cajueiro a sensação de inevitabilidade de construção do porto que atenderia, dentre outros, aos interesses ligados à expansão das plantações de eucalipto e celulose por parte da Suzano Papel e Celulose.</p>
<p>Cumprindo de forma irretocável a necessária função social da Universidade Pública junto aos grupos sociais vulnerabilizados por falsas promessas de desenvolvimento, estudantes, professores/as e pesquisadores/as do GEDMMA, assim como fazem outros grupos acadêmicos no Brasil e no mundo, vêm construindo conhecimentos úteis à defesa da vida nestes territórios e às políticas públicas afetas aos direitos territoriais, culturais e humanos das comunidades tradicionais.Para os interessados nos negócios privados ligados ao referido projeto, esta seria uma “interferência” inadmissível, como sugere o texto apócrifo divulgado nas dependências da UFMA, através do qual ameaçam e acusam o Gedmma, destacando o nome de um de seus coordenadores, o Prof. Horácio Antunes de Sant´Ana Júnior.</p>
<p>Para nós que lutamos pela Justiça Ambiental, inadmissível é o saque de bens comuns que este empreendimento pretende realizar no Cajueiro e legitimar em toda a região do MATOPIBA. Inadmissível é a contaminação e o sofrimento que geram no vasto território em que opera esta nefasta e destruidora cadeia de produção. Inadmissível é acenarem com a migalha do emprego como a compensação por toda a espoliação de autonomia e de vida que impõem aos povos para os quais o trabalho ainda é, felizmente para eles, produção da vida comunitária.</p>
<p>Consideramos inadmissível que tais agentes econômicos – não contentes em manipular as agências públicas de financiamento, o aparato jurídico-legal, os postos de mando no executivo, além do poder de violência simbólica da mídia – ousarem tentar subordinar a seus interesses também a pesquisa da Universidade Pública, para além do que já o fez, em um plano mais geral, o Marco Legal de Ciência e Tecnologia.</p>
<p>Conhecendo o trabalho do GEDMMA como membro de nossa Rede, testemunhamos sua relevância acadêmica e social, que ilumina a construção de práxis inovadoras nas Universidades Públicas. A injustiça ambiental se alimenta também da injustiça cognitiva, que nega legitimidade a outros tipos de saber e quer barrar o acesso do povo ao conhecimento científico independente, crítico e emancipador. O conhecimento é bem comum fruto da história humana. A Universidade é um bem público fruto de nossas conquistas, e como tal deve ser resguardada.</p>
<p><em><strong>Que os pesquisadores e pesquisadoras do Gedmma e de outros grupos solidários não se intimidem! Seguiremos juntos com passos cada vez mais largos!</strong></em></p>
<p><strong>Para download da nota</strong>: <a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/Nota-de-apoio-GEDMMA.pdf">Nota de apoio GEDMMA</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.tramas.ufc.br/?feed=rss2&#038;p=810</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
