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	<title>Núcleo TRAMAS &#187; Baixo Jaguaribe</title>
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	<description>Temos como foco as inter-relações entre Produção, Trabalho, Ambiente e Saúde, abordadas numa perspectiva crítica no contexto da civilização do capital, especialmente em suas formas de expressão no Nordeste do Brasil, no Ceará.</description>
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		<title>Almanaque do Baixo Jaguaribe ou TRAMAS para a afirmação do trabalho, meio ambiente e saúde</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2017 00:51:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160; O Almanaque do Baixo Jaguaribe ou TRAMAS para a afirmação do trabalho, meio ambiente e saúde para sustentabilidade, publicado em 2012, é fruto de quatro anos de pesquisa e de dois anos de sistematização. Da pesquisa Estudo epidemiológico da população da região do Baixo Jaguaribe exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxicos [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/CAPA-ALMANAQUE.gif"><img class="size-medium wp-image-803 alignleft" alt="CAPA ALMANAQUE" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/CAPA-ALMANAQUE-257x300.gif" width="257" height="300" /></a>O <em>Almanaque do Baixo Jaguaribe ou TRAMAS para a afirmação do trabalho, meio ambiente e saúde para sustentabilidade,</em> publicado em 2012<em>,</em> é fruto de quatro anos de pesquisa e de dois anos de sistematização. Da pesquisa <strong>Estudo epidemiológico da população da região do Baixo Jaguaribe exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxicos</strong> resultaram um livro, um cordel traduzindo de forma popular os achados da pesquisa – e este Almanaque, que tem como complementos um DVD de dados, um cartaz e um Jogo da Memória do Baixo Jaguaribe (disponíveis na versão impressa).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como resultado de um trabalho coletivo, coordenado pelo Núcleo Tramas da UFC, este mosaico de textos traz, então, a marca de muitas mãos, de muitas mentes e de muitos corações. Nele é possível encontrar informações produzidas pelos pesquisadores e pesquisadoras envolvidos nesse processo, pelos movimentos sociais, por entidades da sociedade civil, pela imprensa ou pelas redes sociais em diálogo com recortes da produção de escritores e escritoras, trechos de canções ou poesias, brincadeiras – e, ainda, textos ou falas dos sujeitos (adolescentes, jovens, agentes pastorais, professores/as, militantes sociais e trabalhadores das empresas de fruticultura irrigada) diretamente envolvidos no drama do envenenamento diário pelo uso de agrotóxicos na Chapada do Apodi/CE e no Tabuleiro de Russas/CE. Todo esse conteúdo buscou, com ilustrações, cores e diagramação, no formato de um Almanaque a possibilidade de traduzir a multiplicidade e a diversidade de saberes envolvidos nesse processo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O convite que se faz, então, é o da leitura, reflexão e difusão dos inúmeros dados que este Almanaque do Baixo Jaguaribe traz. No intuito certeiro de que a informação produzida a partir do encontro entra a academia e o povo possa alimentar as consciências e lutas para produzir as transformações necessárias em prol das comunidades – tanto das que foram foco da pesquisa, como de outras, para quem o trabalho possa servir como referência. Transformações sociais, essas, que contemplam o exercício pleno dos direitos de trabalhadores e trabalhadoras do campo, o acesso a formas de produção agroecológicas – e a garantia dos territórios para as populações que de fato produzem nossa soberania alimentar.</p>
<p>Link para download:<a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2017/02/Almanaque-do-Baixo-Jaguaribe_PDF.pdf">Almanaque do Baixo Jaguaribe_PDF</a></p>
<p><strong>Informações:</strong></p>
<p><strong>Título da publicação:</strong> Almanaque do Baixo Jaguaribe ou TRAMAS para a afirmação do trabalho, meio ambiente e saúde para sustentabilidade<em><br />
</em><strong>Autoria</strong>: Núcleo Tramas UFC<br />
<strong>Ano de publicação</strong>: 2012<br />
<strong>Número de páginas</strong>: 160<br />
<strong>ISBN:</strong> 978-85-420-0004-7<br />
<strong>Local</strong>: Fortaleza &#8211; CE</p>
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		<title>Dossiê ABRASCO: Impacto dos agrotóxicos na saúde</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2015 20:52:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tramas Nucleo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de causar grande impacto em 2012, o Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos ganha nova edição. A publicação, com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, inclui a revisão do Dossiê de 2012 e uma quarta parte inédita. Este capítulo, concluído em outubro de 2014, foi dedicado a atualização de acontecimentos marcantes, estudos e decisões políticas, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" alt="" src="http://www.contraosagrotoxicos.org/dossieabrasco/wp-content/uploads/2015/04/slide_01.jpg" width="259" height="173" /></p>
<p>Depois de causar grande impacto em 2012, o Dossiê Abrasco sobre Agrotóxicos ganha nova edição. A publicação, com mais de 600 páginas, colorida e ilustrada, inclui a revisão do Dossiê de 2012 e uma quarta parte inédita. Este capítulo, concluído em outubro de 2014, foi dedicado a atualização de acontecimentos marcantes, estudos e decisões políticas, com informações que envolvem os agrotóxicos, as lutas pela redução dessas substâncias e pela superação do modelo de agricultura químico-dependente do agronegócio.</p>
<div>
<p>Não é por falta de confirmação dos efeitos nocivos à saúde e ao ambiente que a grave situação de uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil não é revertida. O livro reúne informações de centenas de livros e trabalhos publicados em revistas nacionais e internacionais, que revelam evidências científicas e correlação direta entre uso de agrotóxicos e problemas de saúde. Essas informações foram confirmadas por diversas fontes, relatos e denúncias, no Brasil e no exterior.</p>
</div>
<div>
<p>Não há dúvidas. Estamos diante de uma verdade cientificamente comprovada: os agrotóxicos fazem mal à saúde das pessoas e ao meio ambiente.</p>
<p>Link para a publicação da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva): <a href="http://abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/">http://abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/</a></p>
</div>
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		<title>Mesa sobre Mulheres, Saúde e Território na V Semana Zé Maria do Tomé</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2015 04:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tramas Nucleo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre os dias 20 e 25 de abril, foi realizada a V Semana Zé Maria do Tomé, na Chapada do Apodi/CE. O evento acontece anualmente desde 2010, em memória do assassinato de Zé Maria do Tomé em 21 de abril daquele ano. O líder comunitário denunciava  as consequências da pulverização aérea, da contaminação das águas, além das [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_312" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3344.jpg"><img class="size-medium wp-image-312  " alt="Professora Maria da Conceição da FAFIDAM" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3344-300x225.jpg" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Composição da Mesa &#8220;Mulheres, Saúde e Território&#8221;</p></div>
<p>Entre os dias 20 e 25 de abril, foi realizada a <em>V Semana Zé</em><em> </em><em>Maria do Tomé</em>, na Chapada do Apodi/CE. O evento acontece anualmente desde 2010, em memória do assassinato de Zé Maria do Tomé em 21 de abril daquele ano. O líder comunitário denunciava  as consequências da pulverização aérea, da contaminação das águas, além das irregularidades existentes nos perímetros irrigados do Baixo Jaguaribe. Neste ano, a programação da Semana contou com uma mesa de debate sobre o tema <em>Mulheres, Saúde e Território, </em>que aconteceu na Faculdade de Filosofia Dom Aureliano Matos (FAFIDAM), em Limoeiro do Norte.</p>
<p>Participaram da mesa, coordenada pela professora Sandra Gadelha da FAFIDAM, Socorro Oliveira, moradora da comunidade do Tomé, na Chapada do Apodi, Lourdes Vicente, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Mayara Melo, pesquisadora do Núcleo TRAMAS e a professora Maria da Conceição, do Laboratório de Estudos em Educação do Campo (LECAMPO/FAFIDAM).</p>
<p>Mais de 100 pessoas estiveram presentes no debate, entre elas estudantes, professores, profissionais de saúde de Limoeiro do Norte e Quixeré, representantes de movimentos sociais e cerca de 15 mulheres das comunidades da Chapada do Apodi. Este foi o primeiro seminário promovido pelo Movimento 21 de Abril (M21) com essa temática, abrindo as portas para uma importante discussão sobre os impactos dos agrotóxicos e, sobretudo, do agronegócio na vida das mulheres camponesas.</p>
<p>Sobre este tema, a pesquisadora do Núcleo TRAMAS, Mayara Melo, apresentou os resultados da pesquisa <em>Estudo sobre exposição e impactos dos agrotóxicos na saúde das mulheres camponesas da região do Baixo Jaguaribe/CE</em>, realizada pelo grupo e apoiada pelo CNPq (Chamada 32/2012). A pesquisa objetivou analisar os impactos dos agrotóxicos na saúde das mulheres em contexto de risco e de vulnerabilidade socioambiental e contribuir na construção da promoção de saúde para as mulheres camponesas. A metodologia utilizada incluiu oficinas de trabalho com grupos de mulheres das comunidades do território e com profissionais de saúde de Limoeiro do Norte e Quixeré, visitas às empresas de fruticultura irrigada da região e entrevistas com mulheres trabalhadoras empregadas nessas empresas.  A pesquisa evidenciou as implicações à saúde das mulheres decorrentes dos esforços repetitivos, das longas jornadas de trabalho, da sazonalidade e da precariedade dos empregos gerados pelo agronegócio. Os resultados apontaram para a necessidade de considerar os impactos promovidos pelos grandes projetos de desenvolvimento sobre os territórios camponeses para compreender os processos de vulnerabilização que atingem diretamente as mulheres.</p>
<p>A representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lourdes Vicente, que é também integrante do Núcleo Tramas, apresentou os resultados da sua pesquisa de mestrado, intitulada <em>Gritos, silêncios e sementes: As repercussões do processo de des-re-territorialização empreendido pela modernização agrícola sobre o ambiente, o trabalho e a saúde das mulheres camponesas na Chapada do Apodi/CE.  </em>Sua dissertação apontou para a diversidade de experiências que são desenvolvidas pelas mulheres da Chapada do Apodi mostrando que aquele não é apenas o território do agronegócio, mas um território onde ainda existe resistência.</p>
<p>Socorro Oliveira, da comunidade do Tomé, trouxe a experiência de quem convive com riscos que muitas vezes passam despercebidos e trazem consequências à saúde. Entre outras violações de direitos promovidas pelas empresas, ela citou que a maioria dos trabalhadores do agronegócio precisam levar as vestimentas de trabalho para casa e acabam realizando a lavagem na própria residência. &#8220;Estávamos trazendo a doença para dentro de casa sem saber&#8221;, observou.</p>
<p><strong>Audiência Pública</strong></p>
<p>Na última sexta-feira, 24 de abril, a Assembleia Legislativa do Ceará realizou audiência pública sobre o uso intensivo de agrotóxicos no Estado, como parte da programação da V Semana Zé Maria do Tomé. O deputado estadual Renato Roseno (PSOL) apresentou um projeto de lei para proibir no Ceará a pulverização aérea de agrotóxico.</p>
<p>&nbsp;</p>

<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=312' title='Apresentação'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3344-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Professora Maria da Conceição da FAFIDAM" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=307' title='Dona Maria de Fátima'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3322-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Dona Maria de Fátima, da comunidade do Tomé, recita poesia de autoria própria." /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=308' title='Dona Maria de Fátima'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3323-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Apresentação de cordel sobre o trabalho e a vida da mulher camponesa, por Maria de Fátima" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=309' title='DSCN3328'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3328-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="DSCN3328" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=310' title='Mesa'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3332-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Comunidades, movimentos sociais e profissionais de saúde." /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=311' title='Composição da mesa'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3337-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mesa coordenada pela Professora Sandra Gadelha da FAFIDAM" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=306' title='Apresentação'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3317-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Lourdes Vicente (MST) apresenta os resultados de sua pesquisa de mestrado." /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=314' title='Apresentação'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3352-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Apresentação da Pesquisa sobre saúde das mulheres na Chapada do Apodi" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=313' title='Apresentação Tramas'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3350-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mayara Melo do Núcleo Tramas" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=315' title='Mulheres e Saúde'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3392-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Socorro Oliveira da comunidade do Tomé" /></a>
<a href='http://www.tramas.ufc.br/?attachment_id=316' title='Circulo das mulheres'><img width="150" height="150" src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/DSCN3393-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Mesa &quot;Mulheres, Saúde e Território&quot;" /></a>

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		<title>Movimentos Sociais lançam Nota Pública denunciando os impactos do agronegócio sobre a saúde das populações do Baixo Jaguaribe</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2015 15:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tramas Nucleo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Basta de novos casos de causando sofrimento e morte a cada dia! Basta de crianças nascendo sem os membros, ou com problemas no coração e nos rins! Basta de crianças entrando na puberdade com dois ou quatro anos de idade! “O câncer está matando Muita gente a cada mês Não tem mais o que fazer [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Basta de novos casos de causando sofrimento e morte a cada dia!</strong><br />
<strong>Basta de crianças nascendo sem os membros, ou com problemas no coração e nos rins!</strong><br />
<strong>Basta de crianças entrando na puberdade com dois ou quatro anos de idade!</strong></p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/NOTA-REDES-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-292 " alt="Movimentos Sociais lançam Nota Pública de alerta." src="http://www.tramas.ufc.br/wp-content/uploads/2015/04/NOTA-REDES-2-225x300.jpg" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Movimentos Sociais lançam Nota Pública de alerta.</p></div>
<p><em>“O câncer está matando</em><br />
<em>Muita gente a cada mês</em><br />
<em>Não tem mais o que fazer</em><br />
<em>Só Jesus que é rei dos reis</em><br />
<em>Que os políticos incompetentes</em><br />
<em>Vê e finge que não vê”</em><br />
<em>(Trecho do cordel de D. Maria de Fátima, Comunidade do Tomé)</em></p>
<p>Quinze anos depois da chegada de grandes empresas do agronegócio em Limoeiro do Norte, Quixeré e Russas, esta é a região que tem o maior índice de câncer do Ceará: as estatísticas do SUS mostram isso! Já em 2010 percebemos que a mortalidade por câncer aqui é 38% maior que nos municípios do Ceará que não têm empresas do agronegócio, como comprovam as pesquisas realizadas pela Universidade Federal do Ceará/UFC.</p>
<p><strong>E porque casos de câncer, malformações congênitas, abortos e alterações hormonais crescem tanto nessa região? Seria apenas coincidência?</strong></p>
<p>Não. Ocorre que o agronegócio chega, desmata e destrói a biodiversidade, consome a nossa água, para plantar uma coisa só: as monoculturas de banana, ou melão, ou outras frutas. Isto desequilibra a natureza e faz com que alguns insetos, fungos, ou ervas se reproduzam mais que os outros. A isso eles chamam de pragas, e derramam milhões de litros de venenos sobre a terra e, a água, no ar e nos alimentos.</p>
<p>Estes venenos são prejudiciais à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras nas empresas, às suas famílias, às populações locais e à natureza. A Organização Mundial de Saúde, através do seu instituto de pesquisa sobre o câncer (IARC), classificou mais cinco agrotóxicos como causadores de câncer: o herbicida GLIFOSATO (Round up) e os inseticidas MALATION, DIAZINON,  PARATION E TETRACLORVINFÓS.</p>
<p>Recentemente, no dia 08 de abril, o INCA – Instituto Nacional do Câncer, do Ministério da Saúde, publicou uma nota reconhecendo que “dentre os efeitos associados à exposição crônica a ingredientes ativos de agrotóxicos podem ser citados infertilidade, impotência, abortos, malformações, neurotoxicidade, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico e câncer”.</p>
<p>Até quando as empresas do agronegócio vão poder dispor da vida das pessoas para expropriar delas as suas energias e saúde e retribuí-las com doenças e mortes? Até quando os governos e o SUS irão ignorar essa realidade perversa e se ausentar de tomar medidas efetivas para modificá-la???</p>
<p><strong>Chega de doenças e mortes!</strong></p>
<p>Exigimos que as prefeituras, os governos estadual e federal tomem providências imediatas para fiscalizar e proibir esse abuso de venenos!</p>
<p>Exigimos que os casos de câncer, malformações e alterações hormonais sejam investigados, notificados e bem atendidos pelo SUS!</p>
<p>Exigimos que o CERESTA – Centro de Referência em Saúde, Trabalho e Ambiente Rural Zé Maria do Tomé &#8211; comece a funcionar imediatamente!</p>
<p>Exigimos que nossos direitos saiam do papel e venham para as comunidades!</p>
<p><strong>Movimento 21</strong><br />
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra<br />
Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte<br />
CSP &#8211; Conlutas<br />
Fafidam/UECE<br />
Núcleo Tramas/UFC</p>
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